18 de maio de 2012.

Meus erros, seus acertos

Seria tão bom se minha filha pudesse aprender com erros que cometi antes mesmo dela nascer, talvez ela não precisasse repetir nenhum. Eu sei que determinadas coisas que vivemos são essenciais e contribuem com o que somos hoje mas meu coração de mãe é bobo e não quer vê-la sofrendo por nada, nunca.

- Filha, não confunda nunca ciúme com amor e não acredite nem se aproxime de alguém que pense assim. Ciúme nada tem a ver com amor e sim com desconfiança, insegurança e esses são sentimentos ruins em qualquer tipo de relacionamento;

- Quando você ficar mocinha e perceber que tem pelos nas pernas e nas axilas, não tenha vergonha de me falar e nem tente resolver isso sozinha, é melhor a mamãe te ajudar do que você se cortar toda por vergonha de algo tão natural;

- Não fale sobre seus projetos com qualquer um, divulgue apenas o básico – caso queira – e somente quando estiver concluído, quando for concreto, uma certeza. Projetos, planos, sonhos, acontecem mais rápido quando guardamos para nós mesmas e dividimos apenas com aqueles que temos certeza que torcem por nós;

- Aprenda a identificar quem torce por você. É muito comum confundirmos com os que competem;

- Desconfie quando a pessoa usa muito o termo "inveja" nas suas frases. Isso também vale para "odeio";

- Mamãe e papai possuem defeitos e também erram;

- Muitos falam que fazem doce de leite com lata de leite condensado na panela de pressão, poucos divulgam que isso pode explodir tudo;

- Você até pode tentar fazer algo escondido e só me contar quando der errado e precisar de ajuda, mas saiba que esse caminho é muito mais chato para nós duas;

- Aproveite cada fase sua, não tente antecipar nenhuma. Um dia, mais cedo do que você possa imaginar, isso tudo trará saudades e uma vontade enorme que o tempo volte;

- Mudanças muito radicais no cabelo não devem ser feitas nas seguintes situações: perto do horário do salão fechar, véspera de feriado, fim de ano e se você perceber a profissional triste;

- Mamãe e papai te amam, nunca duvide disso ou meça sentimentos;

- Reza a lenda que beber refrigerante dá estrias. Mas é muito gostoso… o refrigerante, esse que eu pretendo manter longe de você até quando for possível;

- Cuide dos seus dentes como se eles fossem cristais. Precisar de tratamento dentário por falta de cuidado é o maior castigo do mundo;

- Não tente entender os outros;

- Não se cobre demais mas não seja relaxada, descubra o meio-termo;

- Aprenda outros idiomas mas antes domine o seu mamãe não lembra se meio-termo é com ou sem hífen;

- Não tenha preguiça de ler manual de instruções;

- Não pare de estudar ou ache que já sabe tudo de alguma coisa, sempre temos algo novo para aprender;

- Diga para as pessoas o quanto elas são importantes na sua vida;

- Seu nome é seu, é único, não empreste ele a ninguém;

[...]
Esses são alguns dos meus erros. Não consigo reconhecer todos, até porque eu seria perfeita se conseguisse. Mas já é um bom caminho, não é?


17 de maio de 2012.

7 meses! (post atrasado)

Não tivemos um mês de muitos passeios e agora mamãe acha você um boizinho pra ser carregado. É que mamãe é fracote, filha!
Seu sono… bem, seu sono está uma coisa inquieta. Você resolve sentar durante a madrugada, mamar de bruços, quer e não quer dormir com a gente. Está complicadinho.
O banho é a única coisa que continua igual: é o seu momento de brincar, relaxar.
A vacina não foi muito legal, mas você só brigou.
Você sorri demais, faz brincadeiras, manda beijo e mostra a língua. Está aperfeiçoando o "Parabéns pra você". Aprendeu a ficar sentada sem apoio, começou a ficar muito boa na arte de engatinhar e começou a demonstrar mais interesse ainda em ficar de pé.
Você come praticamente todas as frutinhas e começou a aceitar a papinha salgada, ainda não é muito fã mas vamos insistir mais.
Mama bastante e chega a abrir a blusa da mamãe quando quer.

Bebeiês: Oi? (quando vê alguém), É? (conversando), ÔÔÔ (quando briga), AAAAAAA (quando está feliz, grita toda afetada), abu nenê (quando está magoada), mama/mãmã (quando quer vir pro meu colo e/ou mamar), a-bubu / a-dada (ainda não sei o significado mas basta repetir pra rir) e pa-pa-pa (pro papai). Ah, canta e dança musiquinhas próprias.
Produtos utilizados: shampoo e condicionador Johnson's, pomada Bepantol, sabonete líquido Granado e Bebê Vida, lenço umedecido Turma da Mônica Huggies e Johnson's baby Milk e fralda Turma da Mônica Tripla Proteção M.
No guarda-roupa: passou pro G mas ainda tem M cabendo, ou 6-9 meses. Sapatinho 18. Com o frio vieram os gorrinhos e luvinhas!
Remédios: Vitamina D + Vitamina A, Salsep, Tylenol Baby e Neutrofer.

Nossa, parece que agora você aprendeu a fazer tudo ao mesmo tempo, filha!
Está uma linda, ficamos apaixonados a cada dia que passa, mais e mais. Seu papai fica igual um bobo conversando com você, adora quando você faz carinho e se aninha nele pra dormir.
Amamos você!


16 de maio de 2012.

Feliz idade – meus 26

Dizem que a forma que passamos um aniversário se repete até o próximo ano e, sendo assim, 2.6 será A idade perfeita!
Comemoramos o dia das mães no domingo, ganhei um Girassol lindo que eu preciso aprender a cuidar, ganhei sonho de padaria quentinho, almoço que eu gosto tanto e jantar em restaurante japonês.
Segunda-feira acordei aniversariando, fomos passear no shopping com a minha irmã japa, ganhei mimo cheiroso e chegando em casa ainda ganhei O presente.
Terça-feira foi aniversário do meu pai e mêsversário da Larissa – e eu ainda não tive tempo de escrever sobre os 7 meses.
É muito amor, gente. O mês de maio é o MEU mês, alguém duvida?


13 de maio de 2012.

Mamãe: eu SOU

Esse é o meu quarto Dia das Mães mas é o meu primeiro com minha filha aqui, no meu colo, com esse olhar único que me diz "ei, eu amo você". Eu já era mãe mas é o primeiro que SOU mãe. Entenderam? É, difícil.
Mas é a primeira vez que eu crio alguém, que eu navego horas e horas na internet buscando o melhor para saber educar, estimular, incentivar.
É a primeira vez que antes de pensar em mim no primeiro segundo do dia, no simples ato de ir ao banheiro e fazer xixi e escovar os dentes, que eu penso em outro alguém, em cuidar desse outro alguém. E isso se repete na hora da alimentação, na hora das compras, do lazer. Sim, tudo é Larissa!
Ser mãe é o que tem de mais difícil e mais gostoso clichê. A recompensa de tudo vem em sorriso, carinho desajeitado, nas pequenas grandes conquistas desse projetinho de vida que eu estou "moldando", que eu estou ajudando a construir. Que responsabilidade!
Sendo mãe que eu compreendi a minha mãe e aí veio o reconhecimento, a gratidão.
Mãe é mãe vaca é vaca, mãe é única, mãe faz falta, mãe faz a diferença.
Ser mãe não é sinônimo de ter filho, ser mãe vai além, muito além.
Recomendo que só tenha filhos quem quiser aprender a ser mãe.
Às vezes acho que é um dom e dom não se aprende, né? Mas aí eu vejo tantas que não pretendiam ter filhos se tornando um exemplo materno e aí eu percebo que basta querer.
Recomendo que vocês, amigas, queiram ser mães.
Sendo mãe eu renasci, sendo mãe eu vivo numa busca diária para ser boa, melhor, a melhor para a minha filha. E isso reflete em outras relações: família, amizades…
Agradeço minha mãe por ter aceitado me receber, agradeço a Larissa por ter aceitado ser minha filha, agradeço a oportunidade de evolução que estou tendo.
Agradeço também a todos que me acompanharam, a todos os que me inspiram, a todos que me auxiliam.
Nesse dia das mães eu só tenho a agradecer mesmo, o maior presente está aqui comendo meu cabelo enquanto escrevo o post com uma das mãos. ^D^*


11 de maio de 2012.

Depois de ontem

Não gostei do post de ontem, não gostei de escrever e registrar uma coisa tão negativa aqui. Penso que ao escrever eu fixo determinadas coisas e era algo que eu não queria fixar em lugar algum. Mas já foi, deixa.
Estou aqui hoje pra fazer de todo sentimento ruim bolinhas de sabão.
Posso mandar as bolinhas pro espaço, deixar que elas estourem e pronto.
É o que vou fazer com o sentimento ruim: xô, vai pro espaço, estourar bem longe de mim!
Ainda aparento ter 6 anos com essa atitude besta, daqui a pouco aprendo a encarar essas coisas como adulta, prometo! :$*


10 de maio de 2012.

Ódio

Não gosto dessa palavra, acho forte demais. Não tenho o hábito de dizer que "odeio" tal coisa, consigo dizer que apenas não gosto.
Mas agora, o que eu estou sentindo, é mais do que não gostar.
É uma vontade de bater, é um nojo, é uma taquicardia, uma vontade gigante de vomitar, só de pensar em tal pessoa. Sim, pessoa.
Que sentimento ruim!!!
Não estou feliz com isso, não sei como fazer pra parar de sentir, ser somente indiferente como sempre consegui ser com quem não me agrada.
Eu odeio alguém.
Que triste…
Odeio alguém e choro por sentir isso.
Parece até que vou fazer 6 anos de idade e não 26!
Não tô sabendo lidar com isso não. Universitários, por favor…
Ah, terapia não é uma opção no momento, pois não tenho com quem deixar Larissa.


03 de maio de 2012.

Deixar livre?

Vocês conhecem esse papo furado que muitos insistem em repetir de deixar livre tudo que ama porque se voltar é sinal de conquista e se não voltar é porque nunca teve?
Então…
Eu acho, acho mesmo, que deixar livre pode fazer o outro esquecer o caminho de casa e nessa brincadeira aprendemos a caminhar abandonados. Ah, e bem podemos encontrar um outro alguém pra fazer companhia, não é?


26 de abril de 2012.

A mãe que eu sou

Então que eu faço a linha "mãe chata". Sou chata mesmo, pra quem está de fora posso chegar a parecer até insuportável.
Vou explicar.
Desde a gravidez da Yasmin que eu procurei me informar o quanto pude sobre parto, amamentação, toda a gestação em si. A Enfermagem me ajudou muito nessa fase. Na gravidez da Larissa, já em repouso, ao invés de procurar somente sites de enxoval e decoração, eu procurava textos científicos e tudo que pudesse me dar uma bagagem a mais, pois a experiência como mãe eu sabia que só viria na prática. Mesmo com 4 sobrinhos eu já sabia que seria diferente com a minha filha pelo simples fato de agora eu ser a pessoa que faz ela parar de chorar, que o outro fala "toma, agora é contigo".
Sou mais chata ainda porque tudo que faço é visando o melhor pra ela e não o mais prático pra mim. Amamentar exclusivamente por 6 meses foi muito difícil, manter a amamentação em livre demanda é mais ainda. Buscar a informação correta sobre a complementação alimentar, introdução de sólidos, foi uma missão que durou muitos meses. E por aí vai…
Não darei doces, evitarei ao máximo industrializados, darei o peito até quando ela quiser.
É o que eu acho correto e é o que eu vou fazer, não é o que eu espero que outro alguém faça. Sou chata no que diz respeito a minha família, não me intrometo na família dos outros.
Mas não sou uma chata exagerada, sabem?
Ela está nesse momento escapando do tapete de atividades pra lamber o chão, olha pra mim e se acaba de rir. E eu? Não vou correr feito doida pra tirar ela de lá. Está brincando, rindo, toda feliz… O que eu faço é chamar, cantar, que aí ela dança e muda o foco.
Fico 24 horas com ela e mesmo assim ela já caiu da cama, coisa que me fez chorar muito porque embora eu saiba que acidentes acontecem acredito que eles devem ser evitados.
Outra coisa, acho que por não trabalhar eu tenho o dever de usar a internet para pesquisar e me informar, não só para o lazer. Leio sobre as fases, tento me antecipar e saber o que vai acontecer na próxima semana ou mês. Conhecimento é muito importante! Não fico desesperada, adquiri o feeling necessário para tomar decisões importantes e o que me deu essa confiança foi o conhecimento.
Não durmo com o pediatra dela, então muita coisa sou eu que vou decidir e depois conversarei com ele.
Passamos por um episódio de febre enquanto estávamos no Rio de Janeiro e minha atitude foi medicá-la a partir de determinada temperatura, dar banho frio (o clima do RJ permite isso) e aguardar. O correto seria aguardar 48 horas mas tive medo pelos casos de dengue na cidade e resolvi me antecipar e levá-la ao pronto socorro, isso depois de 24 horas de temperatura alta. Só depois ligamos pro pediatra que falou somente para observar se não teria mais algum sintoma ou se a temperatura chegaria a 39 graus. Simples assim.
Acredito que quando acontece alguma coisa, principalmente em caso de doença/acidente, eu tenha que saber qual atitude imediata tomar e só depois falar com o médico. Preciso estar preparada! E se ele não atender o telefone? E em casos de febre que chegam a dar convulsão? Não posso deixar tudo parado aguardando orientação do pediatra.
Eu preciso confiar em mim.
Sei que cometerei erros, imprevistos acontecerão, acidentes também, mas meu papel é evitá-los. Quando perguntam se eu quero ser perfeita eu respondo que sim, querer eu quero e muito, conseguir agir de acordo com tudo que acredito, mas tenho a humildade de reconhecer que perfeição é algo muito distante para nós mortais.

Então, essa é a Talita mãe da Larissa, que também brinca, canta musiquinha, dança, enche de beijos. E cansa, cansa muito pra ser bem sincera. De ter dia que a vontade é sair correndo ou ter alguém pra falar "toma, agora é contigo" e pensar que não vou dar conta dessa responsabilidade gigante que é ser mãe. Mas aí eu me acalmo, a ficha cai e lembro que eu já SOU mãe. Mãe que vive num aprendizado diário e tentando sempre ser melhor do que fui ontem.

Ps¹: minha relação com pediatra dela é muito boa, confio nele como profissional mas não sigo 100% do que ele fala porque algumas coisas, poucas até eu diria, não batem com aquilo que eu pesquisei e acredito ser o melhor. Pra ser sincera, em 6 meses só não segui orientação dele por 2 vezes. Até dos saltos de desenvolvimento do próximo mês ele me orienta, é um fofo!

Ps²: A inspiração para esse post veio do blog que virou leitura diária, que é o As Delícias do Dudu.


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@lita_vieira, carioca, morando em São Paulo, casada, mãe da Larissa, Enfermeira por formação, e atualmente em casa. Viciada em internet, redes sociais. Gulosa, amante de sites de culinária. Sou Flamengo, abençoada por Deus e bonita por natureza - que beleza!

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