
"Be a good girl
You've gotta try a little harder
That simply wasn't good enough
To make us proud…
Vamos lá, para ser feliz você precisa adquirir o seu pacote de felicidade.
Você só será feliz com um emprego que tenha um salário maravilhoso, com um companheiro mais maravilhoso ainda. Ah, e se possÃvel, não esqueça de fazer filhos (sim, eles são o laço de enfeite).
Você que nem ouse ficar sem estudar.
Você que não seja louco de não trabalhar!
Mas se você ficar solteiro, é melhor correr, isso ninguém perdoa. Mesmo!
É só seguir o roteiro "sorriso de comercial de creme dental" e você terá resposta para todas as perguntas sem ficar com aquela cara de pamonha com vergonha de responder um simples "como está sua vida?".
(…) We'll love you just the way you are if you're perfect." – Alanis Morisette

Is all I ever needed you to show…"
Sou daquelas pessoas que só sabem escrever quando possuem aquela inspiração.
Aquela coisa que me deixa com frio na barriga, nó na garganta e só passa quando consigo traduzir em palavras.
Isso acontece quando estou muito apaixonada, com borboletas no estômago, acreditando que o mundo é melhor quando temos alguém para amar.
Acontece também quando estou triste, muito triste, no fundo do poço, acreditando que o mundo é uma porcaria e ficaria bem melhor sem a minha presença.
Cá estou eu voltando a escrever.
Nada de Temporada das Flores, desculpa Leoni.
É que em todo Setembro leio a letra da música em posts.
Setembro e Primavera, pra mim, significam renascimento.
Uma coisa meio Fênix, das cinzas mesmo.
E vou te contar que eu passo por esse processo mais vezes do que gostaria.

Na Primavera é a renovação, o renascimento de sonhos e as flores começam a surgir pra enfeitar essa nova paisagem.
O Verão vem pra aquecer e favorecer a realização dos planos da estação anterior. Com a alma aquecida podemos até mudar o mundo porque ainda temos coragem.
Já no Outono é a hora da verdade ou de tirar os excessos; o que sobrou ou não faz mais sentido cai como as folhas mas não deixa de fazer um visual bonito, como tudo que foi enquanto durou.
E o Inverno, sempre ele, congela fatos, congela corações partidos, memórias doloridas e nos deixa um pouco mais rÃgidos pra vida. Mas isso só dura até a próxima Primavera.
E aà Vem o Verão, o Outono e novamente o Inverno.

iluminar e colorir…"

O Carcará e a Rosa – Natiruts
* Eu disse que só precisava de uma semana.
Pausa no tempo certo pra não escrever demais, esse é o remédio!

Cheguei num momento da minha vida que surgiu uma ponte no meio do caminho. E é uma passagem complicada, pois ela já está muito desgastada, faltam algumas tábuas para compor sua estrutura. As tais tábuas que caÃram são os sonhos que ficaram perdidos e tornaram-se apenas ausência.
Permanecer deste lado é me contentar com o básico, vivenciar situações que não são minhas, problemas que não me pertencem.
Caminhar por esta ponte tão perigosa exige a recuperação dos sonhos tábuas e a confiança que ficarão firmes como antes.
Do outro lado está a vida que eu sempre desejei, no lugar e com a pessoa que eu sempre quis.
[...]
Dúvidas, dúvidas e dúvidas.
Se eu tivesse alguma certeza atravessaria até a ponte invisÃvel, contando somente com a fé que ela se encontra lá.

Vivo numa constante transformação. Mas nem é patológica, como uma dupla, tripla personalidade. Acho que o tÃtulo do post deveria ser adaptável, é essa a palavra que me define. Ou uma das. Confesso que me definir é um pouco difÃcil.
"Para outrem, sempre será difÃcil saber exatamente quem você é".
Vivo em metamorfose. Em vários momentos prefiro entrar no meu casulo a voar lindamente por aÃ.
Consigo frequentar lugares diferentes, lidar com pessoas de todos os jeitos, gêneros e gostos e no fundo ser eu mesma.
Não me abro tão facilmente. Preciso reconhecer o ambiente e as pessoas que estão nele. Ao primeiro olhar sou classificada como quieta, tÃmida. É que eu prefiro observar, sabe?
Quando tenho intimidade sou falante, boba, séria, briguenta, amável, carinhosa. Sou tudo o tempo todo!
Tenho aquele clichê de ter fases como a lua mas meu ciclo lunar pode acontecer várias vezes num mesmo dia.
Hoje em dia tenho um pouco de receio de me abrir tanto com novos relacionamentos (amizade, coleguismo) então prefiro permanecer no estágio I de pessoa quieta, tÃmida, comedida.
"- Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir – respondeu o gato.
- Preocupa-me pouco aonde ir – disse Alice.
- Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas – replicou o gato." Lewis Carroll -Alice no PaÃs das Maravilhas
Taà o diálogo que senti tanta falta em Alice de Tim Burton. Acho a maior lição que a história passa. É que eu descobri que antes de qualquer coisa preciso escolher o que quero, pra depois pensar em como chegar lá.
Parece óbvio mas não é. 
Muitas vezes quis percorrer um caminho lindo, com flores, uma paisagem agradável e assim chegar em algum lugar. E se você me perguntasse "mas pra onde você quer ir, Talita?" eu iria parar, pensar e fazer aquela cara de "boa pergunta!".
Agora eu já sei dizer o que não quero fazer, pra onde e com quem não quero ir.
Faço planos curtos. 24 horas é meu prazo máximo. E se não consegui resolver hoje, tudo bem, ninguém vai morrer por causa disso.
Não cobro tanto de mim e tento cobrar menos do outro.
Quem sabe, mais cedo ou mais tarde, as nossas vidas se encontrem novamente?

O post de hoje está Excesso e Intenso. Porque eu queria não querer tanto. E não ser tão impulsiva e intensa nas reações e relações. Amo demais, sofro demais, quero demais. E quero tanto… E nem sempre o outro pode me oferecer tudo e o quanto preciso.
Eu também me doo demais e me entrego sem pensar ou pesar consequências. Que consequências? Não gosto dessa palavra, prefiro pensar em resultados. Isso, como um jogo que tem o time que ganha e o que perde. Mas nessa de viver em excessos sinto que somente uma pessoa perde e essa pessoa inconsequente sou eu.
Tenho tendência a fazer dramas mesmo quando o episódio nem é tão dramático assim. E mesmo quando é, por que tenho que dar tanto destaque a isso?! Sempre preferi comédia a drama, sempre achei que rir aliviava dores.
Não sei onde mudei, só sei o que foi retirado de mim. Será que levaram embora alguma página do meu 'manual de sobrevivência'?
Onde encontrarei a medida certa de cada sentimento e suas reações?
Alguma receita que diga:
[ "E com os que erram feito e bastante, que você consiga ser tolerante.
Quando você ficar triste, que seja por um dia e não o ano inteiro. E que você descubra que rir é bom mas que rir de tudo é desespero." ]
Sorria quando algo for engraçado.
Sorria mesmo que não tenha muita graça, apenas pelo prazer de sorrir.
Chore quando algo for triste.
Pode chorar de felicidade mas que seja um misto de lágrimas e sorrisos.
Grite quando sentir dor.
Pode gritar de felicidade e pode adicionar pulinhos e sorrisos, fica bem legal assim.
[...]
Hmmm… Acho que a receita eu ainda tenho, falta e colocá-la em prática!
Mas quem disse que eu sei fazer isso tudo (e mais um pouco) com moderação?



24/05 - Dentista - 13h
