
Desde a gravidez a gente escuta conselhos sobre cuidados do recém-nascido e quando eles nascem isso fica praticamente insuportável.
Passamos 40 semanas nutrindo um amor imenso, quando eles nascem ficamos apaixonadas mas pra maioria das pessoas esse amor deve ser de longe, sem contato fÃsico pra não estragar o bebê.
É sempre a mesma coisa: não pega no colo, deixa chorar, não ofereça o peito toda hora porque ele vai fazer de chupeta, estabeleça rotina, ele chora porque tá manhoso, porque sabe que você vai pegar… e o pior de todos: ELE DORME NA SUA CAMA???
- pausa -
Sim, dorme.
Dorme e muito bem. Tentamos colocar no carrinho mas quando ela não dorme bem lá fica na nossa cama SIM!
Poderia citar aqui um monte de argumento cientÃfico, pesquisas, artigos, falar sobre a teoria da extero gestação, quarto trimestre, mas não vai adiantar se aqui a cultura é manter o bebê longe, independente e se virando desde o nascimento. Cultura porca ocidental.
E pego ela no colo SIM quando ela chora! Queria eu que todos os meus problemas ainda fossem resolvidos com o colo dos meus pais. Enquanto eu puder resolver os da minha filha assim, será dessa forma e pronto.
E pra finalizar:
Quem dorme com um olho aberto e outro fechado, quem vai ficar com coluna ferrada, uma criança mimada e insuportável, peitos caÃdos, e dividir cama até a criança ficar adulta SOU EU! (sim, falam tudo isso)
Meu Gizmo não vira Gremlin com colo, leite toda hora, chamego, amor, carinho e nem água.
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Aà que você se vê triste, chorando, com vontade de sumir.
Aà que você olha pro lado
Posso não ter encontrado a fórmula do amor mas ganhei um motivo de felicidade eterna e é isso que não posso esquecer.
Larissa, aquela que traz alegria já no significado do nome e veio pra mudar minha vida pra sempre e pra muito melhor!
Não estou bem e esse é um post triste. Caso você não esteja na vibe pra ler algo assim, nem continue.
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"Eu não reconheço mais, olhando as fotos do passado
O habitante do meu corpo, deste estranho dublê de retratos…"
Dublê de Corpo – Leoni
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- cabelo super ultra mega power ressecado alisado na escova e na chapinha enquanto Larissa era enrolada pela vovó, com elástico e presilha onde não abaixou nem com reza forte, numa tentativa louca de parecer menos nêga do leite;
- olheiras da paixão, que não somem nem com corretivo;
- brincos gigantes comprados no meio do caminho, pois já não sei onde se encontram os meus;
- camisa de botão na parte superior para facilitar minha vida na hora de puxar as peitcholas pra fora e amamentar;
- vocês não podem ver mas tem uma cinta P (que está larga) embaixo desse pano todo*
* cinta responsável pela minha quase morte por asfixia
* não preciso dela pra colocar pânceps pra dentro, mas preciso pra me dar segurança quando ando muito
- como falei da cinta, também tem um sutiã de amamentação broxante e um calçolão de vó pra conter um absorvente GG;
- calça jeans que eu usava antes do parto e ficava larguinha e hoje precisa de uma pausa na respiração pra poder fechar;
- única sandália que não me incomoda é essa Melissa assassina. Não me sinto bem andando de salto, por menor que ele seja e só de pensar em tênis me sinto sufocada (amamentar me dá um calor louco).
Gente… quem é essa baranga?
Caceta! Preciso recuperar a dignidade!
Tô me sentindo feia demais e como vocês podem perceber, estou mesmo.
Não sei quanto já perdi dos quase 20 kg que ganhei na gravidez mas acho que já perdi alguma coisa.
Alguém pode me dizer quando voltamos a parecer gente?
"Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia…
[...] Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
Não Vou me Adaptar – Nando Reis

Larissa tem passado nitidamente pelo pico de crescimento / salto de desenvolvimento (quer saber o que é? super recomendo pesquisar no google, lá explica direitinho algumas mudanças nos bebês). Chora, grita, berra, quer mamar toda hora, empurra meu peito pra chorar mais, chora mais porque quer voltar pro peito.
O que fazemos:
- muito colo;
- muito chamego;
- cama compartilhada;
- barriga aquecida na nossa;
- e muito, muito leitinho.
Eu sei que isso é normal. Sei que ela não tá sofrendo, não tá sentindo dor, que meu leite não tá fraco e ela não está chorando de fome. Mas, antes de ontem, ela chorava tanto antes de dormir que eu pedi pro André pegar a chupeta dela e ferver.
Enquanto a chupeta era fervida eu chorava.
Quando a chupeta foi pra minha mão eu não consegui dar pra Larissa. Chorei mais ainda!
André foi, pegou o óleo dela e iniciou uma massagem que ela amou e assim dormiu na santa paz.
Não sou natureba, não tenho pavor de chupeta que eu mesma usei até os 7 anos, não quero ganhar concurso de maternidade. O que me fez chorar foi perceber que com menos de 15 dias eu estava escolhendo o caminho mais fácil. Iria arriscar a amamentação, enganar minha filha deixando ela sugar a chupeta ao invés do peito, simplesmente por me desesperar com o choro.
E pra me mostrar que está tudo certo sim, obrigada e que não precisamos de chupeta ainda, ontem minha mocinha passou uma noite super tranquila onde acordou 2 vezes pra mamar e voltar a dormir quietinha no seu carrinho.
Ps: Esse Baby Calm – Som do Útero, super acalma a Lari.
Então, que ainda quero falar mais um pouquinho sobre essa minha nova vida, a de mãe.
É uma felicidade que não tenho nem como explicar, eu sempre soube que todas as dores passariam no momento que eu ouvisse o chorinho dela! Valeu a pena êê cada segundo da gravidez que vocês sabem que não foi nada fácil…
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Durante a gestação fiz vários posts sobre o ato de amamentar onde falei muito da teoria, dos benefÃcios mas agora sim posso falar com experiência!
Primeiro: Dói. Dói uma dor muito da estranha. Dói e a única coisa que posso fazer é mentalizar que é só a adaptação, que estamos nos conhecendo, que vai passar.
Larissa pegou direitinho meu peito já no nosso segundo encontro – primeiro foi no parto – parecia que já sabÃamos o que era pra ser feito, mesmo sendo a primeira vez.
Ali não doeu não, aliás, enquanto era só colostro eu não sentia dor. Nessa primeira mamada eu me senti nas nuvens, ali sim eu percebi que era real, que sim, eu era mãe daquela coisa miúda, cabeluda, bocuda e fofa!
Ainda no hospital vieram com um "remedinho que pinga no nariz que ajuda o leite a descer". Como vocês já perceberam, tenho um pé no Xingu e não gosto de nada artificial tentando atuar onde a natureza sabe direitinho o que deve ser feito. Se ela tava mamando colostro era necessário e fim! Mas nem precisei me preocupar, no mesmo dia começou a vir leite mesmo, dor mesmo, felicidade mesmo.
Em casa tivemos uma confusão com horário x duração das mamadas. Ficou de hora em hora, 10 minutos, às vezes 5 minutos, às vezes de 2 em 2 horas, às vezes só um pouquinho pra fazer coco. Sim, eu sou o laxante dela.
Outra confusão foi meu corpo achando que eu tinha parido 10 crianças e assim produzia leite para um batalhão! Empedrou tudo, vazou tudo…
Bem, já estamos nos acertando no tempo das mamadas. Meu corpo já tá acreditando no que eu falo, que é só um bebê. Mas o vazamento continua e às vezes ainda empedra. A única coisa que me salva é a concha de amamentação. Um beijo pra quem inventou esse negócio!
Ela não deixa acumular tanto leite assim, então empedra menos. E o contato constante do bico do seio com o leite que fica nela faz com que ele não fique tão machucado ou que se recupere rápido. O ponto negativo é que chega uma hora que ela transborda e eu tomo vários banhos de leite.
No hospital ganhei a pomada Lansinoh e ela me salva quando a parada tá muito sinistra, quando Larissa se irrita com a força que tem que fazer pro coco sair e assim ela finca as gengivas e puxa. Sim, é um chute no saco… Ontem mesmo sangrou e o combo pomada + leite da concha ajudaram muito! Ah, gostei dessa pomada porque ela é de lanolina e não precisa ser retirada.
Amamento ela em livre demanda, o que significa all the time, sempre que ela quer. Isso só pega um pouco porque esqueço que fiz uma cirurgia, que foram 7 camadas de pele cortadas e costuradas e que preciso fazer tudo lentamente… detalhe básico.
Olha, não me importo com a dor no seio ou dos pontos. Não me importo com a falta de rotina, em ter que acordar várias vezes durante a noite, até fui ao banheiro com ela pendurada nas peitcholas. E o grande motivo pra isso tudo ser ignorado é essa carinha de satisfação:
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Dor? Que dor?
Relato de (re)nascimento. Não é de parto, pois foi cirurgia com uma equipe maravilhosa que nasceu a Larissa pra mim. Nascimento porque é a chegada dela. Renascimento porque foi o que aconteceu comigo.
Então que no dia 15 de outubro foi o dia mais feliz e completo da minha vida. Antes um resumo de como chegamos até ali desde o dia que parei de postar:
Cerclagem retirada com 38 semanas e a dúvida se isso significaria um nascimento instantâneo ou não. Não foi… depois veio a semana 39, uma que fiquei muito tensa com tantas perguntas e preferi me isolar e onde senti uma necessidade louca e absurda de arrumar a casa inteira, mÃnimos detalhes. 40 semanas. Contrações que chegaram a ficar de 5 em 5 minutos, cólicas, dilatação, consultas, ultras, descolamento de membrana e indução marcada.
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Quero agradecer e muito todo carinho, toda mensagem, toda essa energia tão boa que vocês nos enviaram. Obrigada!!!




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