
Nem sempre ficamos entre o bem ou o mal. Bom ou ruim. Bonito ou feio. Legal ou chato. Às vezes precisamos decidir entre o belo e o tão belo quanto. O legal e o tão legal quanto. Escolhas não são fáceis na maioria das vezes e essa é a parte mais complicada da vida adulta. E não basta estar na faixa etária, tem que ter amadurecimento pra ser chamado de adulto!
Quando escolhemos algo, é porque preferimos esse algo a outro. Deixamos o outro de lado, descartamos. E precisamos ter confiança e seguir em frente, sem olhar o que deixamos de viver, ou sentir, ou fazer.
– Coragem, rapaz!
Deve ser uma honra ser escolhido. Ser a prioridade na vida de alguém. Aquele algo essencial que o outro não pode viver sem. Na vida de quantos vocês são o número 1?

Vivo numa constante transformação. Mas nem é patológica, como uma dupla, tripla personalidade. Acho que o tÃtulo do post deveria ser adaptável, é essa a palavra que me define. Ou uma das. Confesso que me definir é um pouco difÃcil.
"Para outrem, sempre será difÃcil saber exatamente quem você é".
Vivo em metamorfose. Em vários momentos prefiro entrar no meu casulo a voar lindamente por aÃ.
Consigo frequentar lugares diferentes, lidar com pessoas de todos os jeitos, gêneros e gostos e no fundo ser eu mesma.
Não me abro tão facilmente. Preciso reconhecer o ambiente e as pessoas que estão nele. Ao primeiro olhar sou classificada como quieta, tÃmida. É que eu prefiro observar, sabe?
Quando tenho intimidade sou falante, boba, séria, briguenta, amável, carinhosa. Sou tudo o tempo todo!
Tenho aquele clichê de ter fases como a lua mas meu ciclo lunar pode acontecer várias vezes num mesmo dia.
Hoje em dia tenho um pouco de receio de me abrir tanto com novos relacionamentos (amizade, coleguismo) então prefiro permanecer no estágio I de pessoa quieta, tÃmida, comedida.

Criança, inocente e sonhadora; nessa época acreditava que bastava desenhar meu nome com o de alguém para estarmos juntos. Talita ganhou vários sobrenomes, várias combinações, vários para sempre. Acreditava que bastava nossos nomes dentro de um coração para vivermos o mais lindo e perfeito amor. Nas brincadeiras de sapino e suas variações, levava a sério cada resultado: saudade, amor, paixão, ilusão indiferença, namoro e ódio; vivia cada sentimento ao pé da letra! Gostava de escrever meu nome somado a outro com um s.a.l. embaixo (se amam loucamente). Adorava achar alguma margarida para fazer bem me quer, mal me quer – qualquer outra flor influenciaria o resultado. Sempre, sempre que me referia a alguma paixonite era em códigos e no diário. Diário secreto. Tão secreto quanto minha vida, que uma tampa de caneta Bic consegue abrir…
Adulta, experiente e ainda sonhadora; hoje eu acredito que para sermos um só, basta que olhem para mim e lembrem de você e vice-versa. E que a maioria dos nossos planos tenha aquele espaço reservado ao outro. Nossos nomes podem combinar ou não, é indiferente quando estamos acostumados a nos chamar por apelidos carinhosos. Já não existe mais segredo, não preciso de códigos ao me referir a você, pois "até quem me vê lendo jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei". E eu sei que você me encontrou… Nosso encontro não estava programado em nenhuma das brincadeiras, não tirei nenhuma pétala e nem desenhei corações. Inesperado. Virei uma arquiteta de sentimentos sem fazer nenhum curso. Consegui construir tudo que sempre desejei de uma forma bem simples: vivendo [...]



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